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Paleozoico

Era Paleozoica: Quando a Vida Conquistou a Terra

agosto 31, 2026 · 15 min de leitura · 10 visualizações
Reconstrução artística de uma floresta pantanosa do Carbonífero com Arthropleura e grandes plantas paleozoicas.
Reconstrução artística de uma floresta pantanosa do Carbonífero, durante a Era Paleozoica.

O que foi a Era Paleozoica?

A Era Paleozoica foi uma das etapas mais transformadoras da história da vida na Terra. Começou há aproximadamente 538,8 milhões de anos, depois do Pré-Cambriano, e terminou há cerca de 251,9 milhões de anos, quando ocorreu a maior extinção em massa conhecida.

Foram quase 287 milhões de anos de profundas mudanças biológicas e geológicas.

No começo do Paleozoico, praticamente toda a vida animal conhecida estava associada aos ambientes aquáticos. Ao final da era, os continentes possuíam florestas, insetos, anfíbios e diferentes grupos de amniotas — a grande linhagem de vertebrados que posteriormente daria origem, entre outros grupos, aos répteis, aves e mamíferos.

O Paleozoico também testemunhou mudanças profundas na configuração dos continentes. Grandes massas terrestres colidiram progressivamente até a formação do supercontinente Pangeia.

A era terminou de maneira catastrófica durante a extinção Permiano–Triássico, há aproximadamente 252 milhões de anos. Foi a crise biológica mais severa registrada no Fanerozoico.

Quando começou e terminou o Paleozoico?

De acordo com a escala internacional do tempo geológico, o Paleozoico começa no início do Cambriano, aproximadamente 538,8 milhões de anos atrás, e termina no limite entre Permiano e Triássico, por volta de 251,9 milhões de anos atrás.

A era é dividida em seis períodos:

  • Cambriano: aproximadamente 538,8 a 486,9 milhões de anos;
  • Ordoviciano: aproximadamente 486,9 a 443,1 milhões de anos;
  • Siluriano: aproximadamente 443,1 a 419,6 milhões de anos;
  • Devoniano: aproximadamente 419,6 a 358,9 milhões de anos;
  • Carbonífero: aproximadamente 358,9 a 298,9 milhões de anos;
  • Permiano: aproximadamente 298,9 a 251,9 milhões de anos.

Essas idades são refinadas periodicamente conforme surgem novos dados geocronológicos. A ICS atualizou novamente sua tabela em junho de 2026, inclusive com uma nova idade numérica para uma subdivisão do Permiano.

Cambriano: uma grande diversificação da vida animal

Reconstrução artística de Anomalocaris nadando em um ambiente marinho do cambriano.
Reconstrução artística de Anomalocaris em um ecossistema marinho do cambriano.

O primeiro período do Paleozoico foi o Cambriano.

É nesse intervalo que ocorre um dos episódios mais conhecidos da evolução: a chamada explosão cambriana.

O nome pode transmitir a impressão de que os animais apareceram repentinamente, mas isso seria uma simplificação. Animais já existiam no Pré-Cambriano, como demonstra o registro do Ediacarano.

Durante o Cambriano, porém, ocorreu uma grande diversificação dos animais e seus modos de vida, acompanhada por um registro fóssil muito mais abundante de organismos com conchas, espículas, exoesqueletos e outras estruturas mineralizadas.

Ecossistemas marinhos tornaram-se cada vez mais complexos.

Entre seus habitantes estavam trilobitas, braquiópodes, esponjas, moluscos, diferentes tipos de vermes e artrópodes muito diferentes daqueles encontrados atualmente.

Predadores também faziam parte desses ecossistemas.

Anomalocaris e seus parentes estão entre os exemplos mais famosos de grandes animais nadadores dos mares cambrianos.

Trilobitas: Símbolos do Paleozoico

Reconstrução artística de um trilobita sobre o fundo marinho durante o paleozoico.
Reconstrução artística de um trilobita em um ecossistema marinho do paleozoico.

Poucos fósseis representam tão bem o Paleozoico quanto os trilobitas.

Eles eram artrópodes marinhos com o corpo dividido longitudinalmente em três lobos, origem de seu nome.

Mas “trilobita” não representa uma única espécie. Trilobita foi um grupo extraordinariamente diverso que existiu durante centenas de milhões de anos.

Alguns caminhavam sobre o fundo do mar, outros escavavam sedimentos e determinadas formas possivelmente passavam mais tempo nadando.

Surgiram durante o Cambriano e sobreviveram a diversas crises ambientais, mas desapareceram definitivamente na extinção do final do Permiano. O Smithsonian destaca justamente sua longa história evolutiva e desaparecimento no final do Paleozoico.

Ordoviciano: oceanos cada vez mais diversos

Reconstrução artística de braquiópodes em um ambiente marinho do paleozoico.
Reconstrução artística de Braquiópodes no fundo de um antigo mar Paleozoico.

Depois do Cambriano veio o Ordoviciano.

A biodiversidade marinha aumentou enormemente durante esse período, em um episódio conhecido como Grande Evento de Biodiversificação Ordoviciana.

Braquiópodes, briozoários, equinodermos, moluscos, corais primitivos e diversos outros grupos se diversificaram nos oceanos.

Os vertebrados também já estavam presentes.

Muitos dos primeiros vertebrados eram pequenos animais aquáticos sem mandíbulas. A evolução posterior desse grupo acabaria produzindo uma extraordinária diversidade de peixes e, muito mais tarde, os vertebrados terrestres.

A vida começa a ocupar os continentes

Reconstrução artística de Dunkleosteus nadando em um ambiente marinho do devoniano.
Reconstrução artística de Dunkleosteus, grande placodermo que viveu nos mares do devoniano.

Durante grande parte do início do Paleozoico, os continentes eram muito diferentes das paisagens modernas.

Não existiam florestas, campos gramados ou plantas com flores.

A colonização permanente dos ambientes terrestres ocorreu progressivamente.

Evidências fósseis indicam que plantas terrestres muito simples já estavam presentes pelo menos no Ordoviciano. Posteriormente, plantas vasculares — aquelas dotadas de tecidos especializados para transporte de água e nutrientes — diversificaram-se.

Essa transformação teria consequências enormes.

Plantas modificaram solos, ciclos químicos, habitats e a própria atmosfera, criando condições para ecossistemas terrestres cada vez mais complexos.

Uma extinção encerrou o Ordoviciano

O Ordoviciano terminou com uma grande crise biológica, aproximadamente 443 milhões de anos atrás.

A extinção do final do Ordoviciano está entre as chamadas Cinco Grandes Extinções em Massa do Fanerozoico.

Mudanças climáticas intensas, glaciação, queda do nível do mar e posteriores alterações nos oceanos estão entre os fatores relacionados ao evento.

Como a maior parte da biodiversidade conhecida ainda era marinha, os efeitos foram particularmente fortes nos oceanos.

Mas a vida continuou — e o período seguinte testemunharia uma expansão ainda maior dos ecossistemas terrestres.

Siluriano: plantas vasculares e artrópodes em terra

O Siluriano começou após a crise do Ordoviciano.

Nos mares, recifes e comunidades de invertebrados voltaram a se desenvolver, enquanto peixes continuavam sua diversificação.

Em terra, ocorreu uma transformação fundamental.

Plantas vasculares primitivas passaram a fazer parte da paisagem.

Essas primeiras plantas eram pequenas quando comparadas às árvores que surgiriam posteriormente. Ainda não existiam flores, frutos ou gramados.

Artrópodes também estavam entre os primeiros animais a ocupar ambientes terrestres.

Os continentes começavam, aos poucos, a se tornar ecossistemas habitados.

Devoniano: muito mais do que a “Era dos Peixes”

O Devoniano é frequentemente chamado de Era dos Peixes, devido à enorme diversificação dos vertebrados aquáticos.

Peixes com mandíbulas tornaram-se cada vez mais importantes.

Entre eles estavam placodermos — um grupo extinto que incluía formas fortemente protegidas por placas ósseas — além de tubarões primitivos e diferentes linhagens de peixes ósseos.

Um dos predadores mais famosos foi Dunkleosteus, um grande placodermo dos mares do Devoniano Superior.

Mas o Devoniano não foi importante apenas pelos peixes.

Foi também nesse período que os ambientes terrestres mudaram radicalmente.

Surgem as primeiras florestas

Durante o Devoniano, plantas aumentaram em tamanho e complexidade.

As primeiras florestas conhecidas começaram a transformar a superfície dos continentes.

Árvores primitivas modificaram solos, aceleraram processos de intemperismo e influenciaram os ciclos de carbono e nutrientes.

Essas florestas eram muito diferentes das atuais.

Não existiam gramíneas nem as florestas de plantas com flores que conhecemos hoje. Diferentes grupos de plantas primitivas dominavam a vegetação.

A expansão vegetal criou também novos habitats para artrópodes terrestres.

Vertebrados começam a conquistar a terra firme

Reconstrução artística de Tiktaalik em águas rasas durante o Devoniano.
Reconstrução artística de Tiktaalik, vertebrado do Devoniano com características associadas à transição evolutiva entre peixes e os primeiros tetrápodes.

Outra transformação decisiva ocorreu no Devoniano Superior.

Alguns vertebrados pertencentes à linhagem dos tetrápodes começaram a apresentar adaptações associadas à locomoção em águas muito rasas e ambientes próximos da margem.

Fósseis como Tiktaalik, Acanthostega e Ichthyostega ajudam a documentar diferentes etapas dessa transição evolutiva.

É importante não imaginar uma sequência simples na qual um peixe específico “saiu da água e virou anfíbio”.

A evolução dos tetrápodes envolveu diferentes linhagens e ocorreu ao longo de milhões de anos.

Os tetrápodes acabariam originando todos os vertebrados terrestres com quatro membros — além de descendentes que posteriormente perderam ou modificaram esses membros.

Reconstrução artística de Acanthostega em um ambiente aquático do Devoniano.
Reconstrução artística de Acanthostega, um dos primeiros tetrápodes conhecidos do Devoniano.

O Devoniano também terminou em crise

O final do Devoniano foi marcado por uma série prolongada de eventos de extinção.

Não parece ter sido uma única catástrofe instantânea.

Mudanças nos oceanos, incluindo episódios de redução do oxigênio dissolvido, alterações climáticas e outros fatores ambientais contribuíram para uma crise que atingiu principalmente os ecossistemas marinhos.

Recifes foram particularmente afetados.

Depois dessas perturbações, começaria o Carbonífero.

Carbonífero: grandes florestas e depósitos de carvão

O Carbonífero tornou-se famoso por suas extensas florestas pantanosas, especialmente nas regiões equatoriais.

Licófitas arborescentes, cavalinhas gigantes, samambaias e outros grupos formavam ecossistemas densos.

Enormes quantidades de matéria vegetal foram soterradas em ambientes alagados.

Ao longo de milhões de anos, parte desse material contribuiu para a formação dos grandes depósitos de carvão que deram nome ao período.

Mas seria incorreto imaginar todo o planeta coberto pelo mesmo tipo de floresta.

O Carbonífero durou cerca de 60 milhões de anos e apresentou diferentes climas e ambientes conforme a região e o momento.

Existiam insetos gigantes?

Reconstrução artística de Meganeura em uma floresta pantanosa do Carbonífero.
Reconstrução artística de Meganeura, grande inseto voador que viveu durante o Carbonífero.

Sim, alguns artrópodes do Carbonífero alcançaram dimensões impressionantes.

Um exemplo famoso é Meganeura, parente das libélulas atuais, com envergadura muito maior do que a encontrada na maioria dos insetos modernos.

Outro grupo incluía grandes miriápodes, como Arthropleura.

Concentrações atmosféricas elevadas de oxigênio são consideradas um dos fatores que favoreceram grandes dimensões em determinados artrópodes, embora tamanho corporal seja resultado de múltiplas pressões biológicas e ambientais.

Não significa, portanto, que todo inseto carbonífero fosse gigantesco.

Surge o ovo amniótico

Uma inovação evolutiva decisiva ocorreu entre os tetrápodes do Paleozoico: a evolução dos amniotas.

O embrião dos amniotas desenvolve-se protegido por membranas extraembrionárias especializadas.

Essa reprodução reduziu a dependência de ambientes aquáticos para a postura dos ovos, permitindo uma exploração muito mais ampla dos ambientes terrestres.

Os amniotas posteriormente se dividiram em grandes linhagens evolutivas.

Uma delas, os sinapsídeos, acabaria originando os mamíferos.

Outra, os saurópsidos, inclui os répteis e aves.

Essa separação é essencial para compreender o período seguinte.

Permiano: um mundo dominado pela Pangeia

O Permiano foi o último período do Paleozoico.

Durante esse intervalo, grande parte das massas continentais estava reunida no supercontinente Pangeia.

O enorme interior continental apresentava extensas regiões secas e forte sazonalidade em diversas áreas.

As antigas florestas pantanosas características de partes do Carbonífero diminuíram em muitas regiões, enquanto plantas mais adaptadas a condições relativamente secas ganharam importância.

Os ecossistemas terrestres também passaram por profundas mudanças.

Antes dos dinossauros: os sinapsídeos

Quando imaginamos grandes animais terrestres pré-históricos, os dinossauros normalmente vêm primeiro à mente.

Mas eles ainda não existiam no Paleozoico.

Durante partes do Permiano, diversos sinapsídeos ocuparam importantes nichos ecológicos.

Dimetrodon é provavelmente o exemplo mais conhecido.

Apesar de frequentemente aparecer em brinquedos e ilustrações ao lado de dinossauros, Dimetrodon não era um dinossauro.

Era um sinapsídeo que viveu dezenas de milhões de anos antes do surgimento dos primeiros dinossauros.

Sinapsídeos incluem também a linhagem que posteriormente originaria os mamíferos.

Como era Dimetrodon?

Dimetrodon viveu durante o Permiano Inferior e é conhecido principalmente por sua grande estrutura dorsal formada por espinhos neurais alongados.

A função exata dessa “vela” ainda é discutida.

Termorregulação, comunicação visual e reconhecimento entre indivíduos estão entre as hipóteses propostas.

Algumas espécies eram importantes predadores de seus ecossistemas.

Colocar Dimetrodon junto de Tyrannosaurus rex, Triceratops ou outros dinossauros em uma reconstrução de um ecossistema real seria um grande anacronismo.

O Paleozoico no Brasil

O Brasil possui um registro paleozoico extremamente importante.

Diferentes bacias sedimentares preservam fósseis de ambientes marinhos e continentais dessa era.

No sul do país, rochas do Permiano preservam um registro particularmente importante de plantas e vertebrados anteriores à origem dos dinossauros.

Um dos organismos mais conhecidos é Mesosaurus, pequeno réptil aquático do Permiano encontrado tanto na América do Sul quanto na África.

A distribuição de fósseis semelhantes nos dois lados do Atlântico tornou-se uma das evidências históricas utilizadas nas discussões sobre a antiga união dos continentes.

No Paleozoico, América do Sul e África ainda faziam parte de grandes massas continentais conectadas.

Quando a Pangeia se formou?

A Pangeia não apareceu de repente.

Sua formação resultou de uma longa série de colisões continentais ocorridas durante o Paleozoico.

Ao final da era, grande parte das terras emersas estava reunida em um único supercontinente cercado por um enorme oceano global, chamado Panthalassa.

Essa configuração afetou profundamente o clima.

Regiões interiores muito distantes da influência moderadora dos oceanos podiam apresentar condições fortemente continentais e relativamente áridas.

A Pangeia continuaria existindo no início da Era Mesozoica e começaria a se fragmentar posteriormente.

A maior extinção em massa conhecida

O Paleozoico terminou com a extinção Permiano–Triássico, há aproximadamente 252 milhões de anos.

Foi a mais severa das grandes extinções em massa conhecidas no Fanerozoico.

Os trilobitas desapareceram definitivamente. Diversos outros grupos marinhos foram devastados, e ecossistemas terrestres também sofreram enormes perdas. O Smithsonian a descreve como a maior das grandes crises de extinção, afetando tanto organismos marinhos quanto terrestres.

Durante muito tempo diferentes explicações foram propostas para o evento.

Hoje existe forte evidência relacionando a crise às gigantescas erupções e intrusões magmáticas das Armadilhas Siberianas, ou Siberian Traps.

O vulcanismo das Armadilhas Siberianas

Por volta de 252 milhões de anos atrás, uma quantidade extraordinária de magma foi produzida na região da atual Sibéria.

Esse episódio constituiu uma grande província ígnea, formada por enormes volumes de rochas magmáticas.

O problema não era simplesmente a lava.

A liberação de dióxido de carbono e outros gases, incluindo aqueles gerados quando magma aqueceu sedimentos ricos em compostos voláteis, contribuiu para uma enorme perturbação do sistema climático.

Estudos relacionam esse processo a aquecimento global intenso, mudanças na química dos oceanos e perda de oxigênio em ambientes marinhos.

Uma revisão científica publicada em 2025 conclui que gases de efeito estufa relacionados ao magmatismo das Armadilhas Siberianas tiveram papel central nas mudanças climáticas que impulsionaram a extinção, embora os detalhes da cadeia causal continuem sendo pesquisados.

Um estudo anterior identificou especificamente uma fase de grandes intrusões de magma em sedimentos da Sibéria como um intervalo crítico capaz de liberar enormes quantidades de gases.

O fim de uma era e o começo de outra

A extinção Permiano–Triássico encerrou a Era Paleozoica.

Os ecossistemas que emergiram depois da crise eram profundamente diferentes.

A recuperação levou milhões de anos e abriu oportunidades ecológicas para novas linhagens.

Começava então o Triássico, primeiro período da Era Mesozoica.

Foi nesse novo mundo que arcossauros se diversificaram e, milhões de anos depois da extinção, apareceriam os primeiros dinossauros.

O Paleozoico, portanto, não foi simplesmente a era “antes dos dinossauros”.

Foi durante ele que animais se diversificaram intensamente nos mares, plantas transformaram os continentes, surgiram florestas, vertebrados começaram a explorar a terra firme, os amniotas se diversificaram e os continentes se reuniram na Pangeia.

Grande parte da estrutura biológica dos ecossistemas terrestres posteriores começou a ser construída durante essa era.

10. Perguntas frequentes

Quando ocorreu a Era Paleozoica?

O Paleozoico começou aproximadamente há 538,8 milhões de anos e terminou há cerca de 251,9 milhões de anos, no limite Permiano–Triássico.

Quais são os períodos do Paleozoico?

Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano.

Existiam dinossauros no Paleozoico?

Não. Os primeiros dinossauros apareceram posteriormente, durante o Triássico, já na Era Mesozoica.

Dimetrodon era um dinossauro?

Não. Dimetrodon era um sinapsídeo do Permiano e viveu dezenas de milhões de anos antes dos primeiros dinossauros.

Quando os animais começaram a viver em terra?

A ocupação dos continentes aconteceu gradualmente. Artrópodes estavam entre os primeiros animais terrestres, enquanto a linhagem dos tetrápodes começou sua transição para ambientes terrestres durante o Devoniano.

Por que o Carbonífero recebeu esse nome?

O nome está associado aos grandes depósitos de carvão formados a partir de enorme quantidade de matéria vegetal acumulada em antigos ambientes, particularmente nas extensas regiões pantanosas de determinadas partes do período.

O que encerrou o Paleozoico?

A extinção Permiano–Triássico, a maior crise de biodiversidade conhecida do Fanerozoico. Fortes evidências associam o evento às perturbações ambientais provocadas pelo gigantesco magmatismo das Armadilhas Siberianas.

Fontes científicas consultadas

Aqui já estou aplicando o padrão que definimos: texto explicativo + fonte identificada + link normal, para você poder inserir o hyperlink no Gutenberg.

A cronologia e as divisões da Era Paleozoica foram conferidas na International Commission on Stratigraphy (ICS), responsável pela escala internacional oficial do tempo geológico. A versão vigente da tabela foi atualizada em junho de 2026.
International Chronostratigraphic Chart — ICS

Para a transição entre o Ediacarano e o Cambriano, a explosão cambriana, a diversificação inicial dos animais e os trilobitas, foi consultado o material científico do Smithsonian National Museum of Natural History sobre a história inicial da vida.
History of Life on Earth — Smithsonian National Museum of Natural History

Para as grandes extinções do Paleozoico e, especialmente, a gravidade da extinção do final do Permiano, foi consultado o material paleontológico do Smithsonian National Museum of Natural History.
Extinction Over Time — Smithsonian National Museum of Natural History

Para a relação entre a extinção Permiano–Triássico e o magmatismo das Armadilhas Siberianas, foi utilizada a revisão científica de Seth D. Burgess e Benjamin A. Black (2025), publicada no Annual Review of Earth and Planetary Sciences e disponibilizada pelo U.S. Geological Survey.
The anatomy and lethality of the Siberian Traps large igneous province — USGS

Também foi consultado o estudo de Burgess, Muirhead e Bowring (2017), publicado na Nature Communications, sobre o papel das intrusões magmáticas das Armadilhas Siberianas na crise do final do Permiano.
Initial pulse of Siberian Traps sills as the trigger of the end-Permian mass extinction — USGS